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Serra quer instalar uma República Midiática PDF Imprimir E-mail
Artigos - Opinião
Escrito por Gilson Caroni   
Dom, 18 de Julho de 2010 19:03

Eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo: esse é o programa de governo que ainda não foi apresentado pela candidatura demotucana e pelo baronato midiático.



O processo eleitoral deste ano constitui um momento privilegiado no movimento político global da política brasileira. Uma significativa vitória das forças governistas, com a eleição de executivos e parlamentares do campo democrático-popular, pode ampliar espaços político-administrativos que continuem realizando o aprofundamento de formas participativas de gestão pública. É contra isso, em oposição virulenta a mecanismos institucionais que aperfeiçoem a democratização da vida nacional, que se voltam as principais corporações midiáticas e seus denodados funcionários.

Sem nenhuma atualização dos métodos utilizados em 1954 contra Getúlio Vargas e, dez anos depois, no golpe de Estado que depôs Jango, a grande imprensa aponta sua artilharia para os atores que procuram romper a tradição brasileira de definir e encaminhar as questões políticas de forma elitista e autoritária. Jornalistas, radialistas e apresentadores de programas televisivos, sem qualquer pudor, tentam arregimentar as classes médias para um golpe branco contra a candidatura de Dilma Rousseff. Para tal objetivo, além do recorrente terrorismo semântico, as oficinas de consenso contam com alguns ministros do TSE e uma vice-procuradora pautada sob medida.

A campanha de oposição ao governo utiliza uma linguagem radical e alarmista, que mistura denúncias contra falsos dossiês, corrupção governamental, uso da máquina pública no processo eleitoral, supostas teses que fragilizariam a propriedade privada em benefício de invasões, além do ”controle social da mídia em prejuízo da liberdade de imprensa”. Temos a reedição da retórica do medo que já rendeu dividendos às classes dominantes. Em escala nacional, os índices disponíveis de percepção do eleitorado assinalam que dificilmente os recursos empregados conseguirão legitimar uma investida golpista. Mas não convém baixar a guarda.

Se tudo isso é um sinal de incapacidade do bloco oposicionista para resolver seus mais imediatos e elementares problemas de sobrevivência política, a inquietação das verdadeiras classes dominantes (grande capital, latifúndio e proprietários de corporações midiáticas) estimula pescadores de águas turvas, vitalizando sugestões que comprometam a normalidade do processo eleitoral. Todas as forças democráticas e populares devem recusar clara e firmemente qualquer tentativa perturbadora. Sugestões desestabilizadoras, venham de onde vierem, têm um objetivo inequívoco: impedir o avanço rumo a uma democracia ampliada.

É nesse contexto que devem ser vistos os movimentos do campo jornalístico. Apesar do recuo do governo na terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos, a simples realização da Confecom foi um golpe duro para os projetos da grande mídia. A democratização dos meios de comunicação de massa está inserida na agenda de praticamente todos os movimentos sociais.

A concentração das iniciativas culturais e informativas em mãos da classe dominante, que decide unilateralmente o que vai e o que não vai ser divulgado no país, está ameaçada não apenas por novas tecnologias, mas por uma consciência cidadã que conheceu consideráveis avanços nos dois mandatos do presidente Lula. Tem dias contados a sujeição cultural da população em seu conjunto, transformada em público espectador e consumidor. Como podemos ver, não faltam razões para o desespero das famílias Civita, Marinho, Mesquita e Frias.

Ao levantarem a cortina de fumaça da “República Sindicalista”, em um claro exercício do “duplipensar” orwelliano, os funcionários do baronato ameaçado reescrevem notícias antigas para que elas não contradigam as diretivas de hoje. Um olhar ao Brasil de hoje mostrará que o “duplipensamento” tem uma função clara até outubro: eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo. Esse é o programa de governo que Serra ainda não apresentou. Há divergências na produção artística.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

 
A vingança de O Globo é sempre maligna PDF Imprimir E-mail
Artigos - Opinião
Escrito por Washington Romeu   
Dom, 18 de Julho de 2010 18:32

Sempre que é desafiado em seu poderio, O Globo incorpora o personagem Bento Carneiro, de Chico Anísio, aquele vampiro cujo bordão era “minha vingança será maligna”. Meu avô sofreu isso em toda sua vida política desde que voltou do exílio, mas o espírito vingativo da organizações se volta até contra os aliados. No dia seguinte ao que José Serra foi malcriado com a colunista global Miriam Leitão, O Globo publicou na primeira página uma foto do tucano caindo da escada, olhos esbugalhados e sendo amparado por assessores, num recado claro de até onde ele poderia ir nos seus desaforos e sobre quem o amparava, como escrevemos aqui.


Mas quando a vítima é um inimigo, o prazer global se torna ainda maior e mais perverso. Depois que Lula classificou publicamente a manchete de O Globo de ontem de “vergonhosa“, o que ela era de fato, já era de se esperar que o jornal viesse hoje com pedras na mão, o que se verificou em sua primeira página. Nada menos do que seis das chamadas de primeira página denegriam de alguma forma o presidente, incluindo a manchete principal e a segunda notícia em importância, que tratava justamente do pré-sal que o jornal não quer que o país explore.

A miscelânea vingativa misturou Copa do Mundo, pré-sal, ex-presos cubanos, Sandra Cureau, ato no Rio e a própria declaração de Lula sobre a manchete vergonhosa, num coquetel de agressões para todos os gostos. Isso sem falar na charge política, de gosto duvidoso. O requinte de maldade, O Globo deixou para rebater a acusação de Lula, em que tentou apresentar o presidente como ignorante por ter dito que não havia petróleo na Europa. O curioso é que quando Lula afirmou isso, não houve nenhum reparo na edição online do jornal.

A resposta de O Globo é reveladora de todos os seus preconceitos e da maneira como vê o país. O Globo gosta das elites, do sociólogo da Sorbone, do colarinho branco. O povo é peça figurativa. O falar popular de Lula é um incômodo permanente e uma carta na manga a ser sacada sempre que precisa se vingar de forma rasteira. Só que isso não cola para o povão. Lula é adorado justamente por ser autêntico, por querer o melhor para o país e não bajular as organizações. Lula, aliás, se mostra muito mais educado do que O Globo ao questionar o jornal sem baixar o nível, ao contrário do que se vê hoje na primeira página do matutino dos Marinho.

Fonte: Tijolaço

 
O começo DILMA vitória do povo PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Ricardo Berzoini   
Dom, 18 de Julho de 2010 18:01

Nossos adversários não tem programa de governo e tem que explicar o governo FHC e o governo Serra em São Paulo, com seus pedágios, educação decadente e segurança pública em crise. Estamos bem, mas temos que construir esta vitória nas ruas, com o povo.

 
Serra, o P-P-P-P, é mentiroso mesmo PDF Imprimir E-mail
Artigos - Opinião
Escrito por Washington Romeu   
Dom, 18 de Julho de 2010 17:38

Na noite de quinta, 15, respondendo a jornalistas no Rio de Janeiro e também durante minha fala na abertura de ato político com a presença do governador Sérgio Cabral, repeti que o Serra é mesmo mentiroso quando fala que foi autor dos projetos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do seguro-desemprego.

Serra não é ator. Então, é mentiroso. Prova maior é ele ter dito ontem, numa tentativa de recuar um pouco e torcer para ninguém notar, que não é mais autor, é “co-autor”.


Sobre ter dito que a CUT é pelega, também mente. E incorre num discurso da mais empedernida direita. Serra, com a formação que tem e a experiência política que teve, sabe bem o que é peleguismo e sabe que a CUT não é pelega. Sabe disso inclusive porque fomos nós que enfrentamos durante o governo dele e do FHC diversas tentativas de retirada de direitos dos trabalhadores.

Um dos projetos do Serra/FHC era mexer no artigo 618 da CLT, que flexibilizaria as regras e abriria uma imensa avenida para os patrões extinguirem direitos como férias, por exemplo.

Nesse episódio, eles foram derrotados pela CUT e nossas entidades filiadas, que colocamos mais de um milhão de pessoas nas ruas, em protesto, no dia 21 de março de 2002.

No governo Lula e da ministra Dilma, nenhum direito dos trabalhadores foi retirado. Quando houve uma tentativa patronal para fazê-lo, através da famigerada emenda 3, Lula ouviu nossa reivindicação e vetou a emenda, em 2006. Tempos depois, a bancada patronal no Congresso tentou derrubar o veto e fomos para as ruas de novo, em diversas manifestações, e impedimos o retrocesso.

Parte do atual governo defendia uma reforma da Previdência que retirasse direitos. Fomos contra, pressionamos, e o governo entendeu. Inclusive com o Lula, publicamente, defendendo que o caráter social da Previdência, definido pela Constituição, derruba a tese de que o sistema é deficitário.

O salário mínimo teve uma série histórica de aumentos reais porque a CUT e as centrais foram para as ruas, nas Marchas Nacionais do Salário Mínimo, pressionar a elevação das verbas para esse fim previstas no orçamento da União.

Os trabalhadores e trabalhadoras públicos tiverem seus salários recompostos e carreiras reestruturadas porque a CUT fez greve e mobilização, além de ter sabido construir propostas e negociar. No governo Serra/FHC, o Estado foi desmantelado. No governo Lula, houve abertura de concursos.

Aumentou e muito o número de empregos formais no mercado privado.

Esse breve comparativo já mostra que não dá pra ter dúvida quanto a quem apoiar. Com a Dilma, esses avanços já consolidados permanecem, e acredito que será possível dialogar com seu governo, sensível à pressão popular, em busca de mais conquistas sociais.

Já o Serra é o candidato “P-P-P-P”s: Pedágio-Presídio-Privatização-Porrada nos professores.

Artur Henrique é presidente nacional da CUT

Do blog do Artur Henrique

 


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